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A era dos unicórnios na NBA

Ricardo Romanelli
Ricardo Romanelli

Você já deve ter lido por aí o termo “unicórnio” para descrever algum jogador, muito provavelmente o letão Kristaps Porzingis, do New York Knicks.

A terminologia busca descrever um tipo de jogador raro, como um unicórnio, pois combina características difíceis de se encontrar no mesmo atleta: porte físico imponente e qualidade técnica de elite, especialmente em arremessos e manejo da bola.

Porzingis não está só. Giannis Antetokounmpo, Ben Simmons e Karl-Anthony Towns estão entre os outros atletas com este perfil que, aos poucos, começam a dominar a NBA. De certa forma, o ala Kevin Durant pode ser considerado um dos pioneiros deste molde de jogador.

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Cada vez mais, o basquete evolui para um jogo sem posições fixas. Muito ouvimos falar da falta de “armadores clássicos”, ou de pivôs “fortes”, mas será que jogadores assim estão em falta, ou apenas se tornaram obsoletos? Os armadores de hoje são excelentes passadores e possuem visão de jogo tão boa quanto os clássicos, mas o basquete sem posição exige que eles façam mais, pontuem, peguem rebotes, joguem no garrafão, e com isso mudam a característica da posição.

Os unicórnios são os resultados deste processo, que há alguns anos busca formar jogadores cada vez mais versáteis, completos, e portanto imprevisíveis. Pelo menos por enquanto, eles chegaram para ficar. Os problemas de matchup que eles causam para defesas adversárias são difíceis de mais para serem contornados. Prova disso é que, na atual temporada, três unicórnios estão entre os principais candidatos para os maiores prêmios individuais da temporada: Giannis, MVP; Porzingis, jogador que mais evoluiu; e Simmons, melhor calouro.

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Mesmo jogadores que entraram na NBA com perfil de pivô dominante tiveram que se adaptar, como DeMarcus Cousins, que hoje chega a atuar armando o jogo em diversos momentos, onde inclusive chega a anotar triple doubles, tamanha a versatilidade apresentada.

Outros times apostam em jovens atletas com capacidade física e potencial técnico de preencher este perfil, como o Los Angeles Lakers, com Brandon Ingram, e o Chicago Bulls, com Lauri Markkanen.

Os unicórnios são jogadores muito divertidos de se assistir. Sua imprevisibilidade faz com que cada movimento seja uma surpresa, e lhes tornam um triple double em potencial em praticamente toda partida. Não vai demorar para que conquistem a liga e consolidem, definitivamente, o basquete sem posição.

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