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5 jogadores que terão camisas aposentadas e 5 que deveriam ter

Rafael Balthazar
Rafael Balthazar

Terá: LeBron James

Cleveland Cavaliers, Miami Heat

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Começando com o nome mais óbvio da lista, o Rei certamente verá seus números imortalizados em pouco tempo. Por Cleveland, é o maior nome da história da franquia, líder em praticamente todos os quesitos e estatísticas, além de ser o responsável por trazer o único título da franquia. Por Miami, foi parte dos ‘’Heatles’’, time histórico que deu início a era dos ‘’supertimes’’ e que de quebra faturou 2 campeonatos para o time da Florida. Assim como aconteceu com Michael Jordan, que teve seu número aposentado pelo próprio Heat mesmo sem nunca ter jogado pela franquia, não seria absurdo pensar em outros times homenageando LeBron quando sua carreira chegar ao fim. Uma possível campanha de título – ou títulos – por Los Angeles, somado ao peso histórico do ‘’Escolhido’’, também daria força para que seu número seja imortalizado pelos Lakers. Será que ele consegue?

Deveria ter: Kevin Garnett

Minnesota Timberwolves

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KG não só foi importante para Minnesota como também, por anos, foi a ÚNICA coisa importante do time. O seu apelido ‘’Big Ticket’’ vem justamente do fato de Garnett ser a única e exclusiva razão dos fãs irem até a arena para acompanhar jogos dos Timberwolves. Por 12 temporadas Garnett usou sua paixão e energia incomparáveis, combinadas com uma técnica impecável e extremamente moderna na época para dar ao Timberwolves diversas idas aos playoffs — algo até então inalcançado pela franquia — e uma ida às finais de conferência em 2004, sendo até hoje o mais longe que chegaram na pós-temporada. Tanta paixão demonstrada em quadra também renderam a ele um prêmio de MVP (2003) e 10 convocações ao jogo das estrelas, feitos ainda não igualados por nenhum outro jogador dos Wolves. A grande razão de até hoje o número 21 não estar imortalizado no alto do Target Center é pela rixa entre Garnett e o atual dono da franquia, Glen Taylor, mas com a possível venda do time a caminho, é DEVER do próximo proprietário homenagear o maior jogador que Minnesota já viu.

Terá: Stephen Curry

Golden State Warriors

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Independentemente de quando você começou a acompanhar a NBA, é impossível pensar em Golden State Warriors sem pensar em Stephen Curry. Os dois estão tão intrinsecamente conectados que se torna muito difícil desassociar um do outro. Em 11 anos na franquia, Curry se tornou o principal personagem de um dos times mais divertidos, vitoriosos, dominantes e temidos que a liga já viu. Se antes de sua chegada os Warriors eram um time sem muito brilho, com Curry alcançaram 3 anéis de campeão e o maior número de vitórias em uma só temporada na história. Stephen Curry será lembrado por muitos motivos, mas principalmente por ser o maior ídolo da história do Golden State Warriors. E ter este título numa franquia que já contou com Wilt Chamberlain e Rick Barry é uma enorme prova do quão grande ele é.

Deveria ter: DeMar DeRozan

Toronto Raptors

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Por muito tempo DeMar DeRozan, assim como Vince Carter anos antes, permitiu que Toronto sonhasse. Também como Carter, ele nunca conseguiu levar o tão desejado troféu de campeão para o Canadá, saindo da franquia justamente na troca que tornou Kawhi Leonard um Raptor. O fato de Toronto ter conseguido seu primeiro anel logo depois da saída de DeRozan acabou acentuando ainda mais as derrotas precoces em playoffs que a franquia enfrentou enquanto ele ainda estava por lá, mas não deveria apagar toda uma década de amor, entrega e dedicação dele ao Canadá. Com os Raptors foram 4 convocações ao jogo das estrelas, 675 jogos e mais de 13.000 pontos – recordes históricos –, além de diversas outras conquistas. Se hoje em dia Toronto não é um destino odiado pelos jogadores, nem um saco de pancadas do Leste, muito se deve ao que DeRozan e Lowry construíram juntos. Durante muitos anos ninguém fez mais pela franquia e pela cidade do que DeMar. E ele merece reconhecimento por isso.

Terá: Derrick Rose

Chicago Bulls

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‘’Você não perguntaria por que a rosa que cresceu no concreto tem pétalas danificadas. Pelo contrário, todos celebraríamos sua tenacidade. Todos celebraríamos sua vontade de alcançar o sol.’’

Quando Derrick Rose chegou aos Bulls, ele trouxe consigo expectativas que a franquia não tinha desde a época de Michael Jordan. Não demorou até que ele mostrasse que era digno de toda essa confiança. Se tornou o MVP mais jovem de todos os tempos e levou Chicago a patamares esquecidos desde os anos 90. Foi eletrizante, empolgante, veloz, imparável. Infelizmente não demorou para que as lesões acabassem por tomar muito de seu tempo e potência atlética. Os highlights eram vez mais escassos, enquanto os jogos perdidos eram mais frequentes. Mas ao contrário do que se poderia esperar, Chicago abraçou Rose. Chicago não se perguntava o porque de suas lesões, mas celebrava toda vez que Derrick demonstrava o quanto lutava para voltar a ser o que era. E isso se estendeu até o momento em que ele foi trocado para os Knicks, a contragosto dele mesmo e da torcida. Poucos jogadores na liga possuem uma relação tão apaixonada e verdadeira quanto Derrick Rose tem com Chicago, então não só é certo de que sua camisa será aposentada por lá, como também é certo de que a cidade inteira parará para reverenciar a rosa que, mesmo saindo do concreto, deu tudo de si para levar os Bulls ao sol.

Deveria ter: Kevin Durant

Oklahoma City Thunder

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Oklahoma se sentiu traída quando Durant decidiu assinar com os Warriors. Os fãs de NBA logo trataram de transformar KD no vilão da vez. Era ‘’a cobra’’ que apunhalou Russell Westbrook pelas costas a troco de partir para o time que os havia eliminado na temporada anterior. Essa imagem permaneceu por muito tempo, mas a cada ano parece que nos recordamos que o legado de Kevin Durant em Oklahoma vai bem além da dita traição. Se o mundo demorou a aceitar o fim dos SuperSonics, Durant se doou ao seu novo lar por completo desde o primeiro dia. Por OKC foi MVP, foi às finais, consolidou a si mesmo e ao Thunder como potências na liga e fez com que todo o mundo percebesse que havia mais em Oklahoma do que o time que apagara os SuperSonics do mapa. Uma possível volta a Oklahoma combinada com um título, assim como LeBron fez para os Cavaliers em 2016 com certeza reacenderiam a paixão da cidade por seu ídolo antigo, mas caso isso não aconteça, OKC ainda tem muitos motivos para amar – e homenagear – Kevin Durant.

Terá: Mike Conley e Marc Gasol

Memphis Grizzlies

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Ok, são dois jogadores, mas Conley e Gasol formaram uma dupla tão orgânica e dinâmica que é difícil falar dos dois separadamente. São os dois melhores jogadores da história de Memphis indiscutivelmente e, junto com Zach Randolph, Tony Allen e companhia, formaram um Grizzlies que se não ficar marcado na história por grandes campanhas e recordes, certamente ficará por ser o time mais batalhador e raçudo de seu tempo. O Memphis ‘’Grit and Grind’’ foi durante anos a pedra no sapato dos grandes times do Oeste. Era um time que incomodava, lutava, se entregava, defendia e a cada jogo parecia sair de quadra com um misto de cansaço extremo por ter dado 150% de si e motivação inabalável pra fazer tudo novamente no jogo seguinte. Gasol e Conley foram os maestros  desta orquestra focada em superação, energia, defesas sufocantes e batalhas por cada rebote. Se Randolph e Allen já terão a honra de verem seus números imortalizados no topo do FedExForum, não demorará até que Marc Gasol e Mike Conley tenham também.

Deveria ter: Carmelo Anthony

New York Knicks

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Carmelo Anthony chegou a Nova York com a nada simples missão de retrazer as glórias do passado pra sofrida – mas extremamente tradicional e amada – franquia nova-iorquina. Em seis anos e meio, Carmelo lidou como ninguém com os holofotes e a pressão que vem junto a jogar pelo time da maior cidade do mundo. Teve atuações históricas, como o jogo de 62 pontos contra o Charlotte Hornets – recorde do Madison Square Garden – e levou os Knicks a algumas campanhas de playoffs, sendo sempre a peça central do time, que os torcedores podiam contar e confiar. Infelizmente a má organização clássica dos Knicks impediu que Carmelo tivesse mais sucesso enquanto estivesse por lá, tendo quase sempre que lidar com times extremamente desorganizados e mal planejados. Provavelmente, se daqui há 20 anos tentem olhar as estatísticas e conquistas de Carmelo pelos Knicks, muitos acharão que não foi grande coisa, mas só os fãs de Nova York sabem o quão importante e impactante, dentro e fora das quadras, era a presença dele no time. Carmelo sempre encontrará em Nova York um lar, com milhões de torcedores extremamente gratos por tudo o que foi feito nos seus anos de Knicks. Eu argumentaria ainda que o Denver Nuggets também deveria aposentar o número de Carmelo Anthony, por todos os anos em que ele foi o rosto da franquia, em especial na campanha até as finais de conferência em 2009, mas com Nikola Jokic atuando tão magicamente com a mesma camisa 15 de Carmelo, é improvável pensar que outra pessoa além dele conseguindo essa honraria.

Terá: Chris Paul e Blake Griffin

Los Angeles Clippers

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Novamente colocando dois jogadores como um só, eu sei, mas o que esses caras fizeram juntos por Los Angeles é sensacional demais para citar apenas um deles. O Clippers sempre foi o patinho feio de LA, que estava acostumado a ser a piada da liga ano após ano enquanto via os Lakers dominando a NBA por gerações. Se em algum momento os torcedores da franquia tiveram alguma esperança de dias melhores, foi quando CP3 e Blake Griffin desfilaram seus talentos pelo Staples Center. A LOB City, como ficou conhecido o time formado pela dupla e DeAndre Jordan, colocou o Clippers no mapa e fez com que os fãs realmente imaginassem que a hora deles brilharem tinha chegado. Todos os jogos eram recheados de enterradas sobrenaturais de Blake Griffin e passes surreais de Chris Paul, que sempre paravam no Top 10 das rodadas e encantavam fãs ao redor da NBA. O time que antes era esquecido e ignorado por todos, agora batia recordes em transmissões ao redor dos Estados Unidos. Infelizmente as lesões das principais estrelas impediram que eles fossem tão longe quando se imaginava, mas a forma como Chris Paul e Blake Griffin revitalizaram um time perdido será pra sempre lembrado. Se em 50 anos de história a franquia não possui nenhum número aposentado, ninguém melhor do que eles dois para serem os primeiros.

Deveria ter: Dennis Rodman

Chicago Bulls

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Se no histórico Bulls dos anos 90 Michael Jordan e Scottie Pippen tinham espaço para encantar o mundo com suas jogadas brilhantes e talentos descomunais, muito era por Dennis Rodman fazer todo o trabalho sujo que ninguém via. Ou melhor, era por ele AMAR fazer o trabalho sujo que ninguém via. O camisa 91 era um titã que defendia com ferocidade, brigava, se jogava por cima de quem quer que estivesse na arquibancada atrás de um rebote e desestabilizava adversários com seu lendário ‘’trash talk’’, até hoje lembrado pelos jogadores da época. Era quem carregava o piano para que outros pudessem tocar. Infelizmente é bem improvável que ele venha a ter seu número aposentado pelos Bulls, já que a franquia tem o hábito de dar essa homenagem a jogadores que não só foram marcantes enquanto estiveram em Chicago, mas que também foram draftados pelos Bulls. Dennis não só ‘’veio de fora’’ como veio justamente de um dos maiores nêmesis da carreira de Michael Jordan, o Detroit Pistons. Sendo um ex-Piston ou não, Dennis Rodman se entregou completamente dentro de quadra aos Bulls e conquistou tudo o que se podia enquanto esteve por lá. Até hoje os torcedores de Chicago demonstram amor e gratidão por ele. Está na hora da franquia fazer o mesmo.

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