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Times que marcaram época: Philadelphia 76ers de 2001

14 de Fevereiro | Ricardo Romanelli

A NBA é feita, principalmente, por grandes dinastias. Mas também lembramos de maneira bastante carinhosa de equipes que conquistam nosso apreço sem necessariamente ganhar um ou vários títulos. Um desses times, sem dúvidas, é o Philadelphia 76ers de 2000-01.

A equipe conseguiu vencer 56 partidas e chegar às Finais da NBA, onde foi derrotada para o então campeão Los Angeles Lakers, naquele que seria o segundo de três títulos seguidos da equipe de L.A.

Em 2001, quase tudo deu certo para o Sixers. Allen Iverson foi o MVP da NBA com 31,1 pontos de média. O pivô Dikembe Mutombo, que chegou no meio da temporada, registrou 12,4 rebotes e 2,5 tocos por jogo foi eleito o melhor defensor do ano. Aaron McKie, vindo do banco, foi o melhor reserva da liga, enquanto que Larry Brown, veterano treinador, faturou o prêmio de melhor técnico da NBA.

O mais curioso era que ninguém esperava tanto sucesso deste time. Até então, o 76ers era uma franquia em ascensão e um show de um homem só, desde a chegada de Iverson, em 1996. Em 2001, ele ainda era, de longe, a grande força ofensiva do Sixers. Mas foi a excelente defesa, composta por Mutombo, Theo Ratliff, McKie e Eric Snow, sob a liderança de Brown, um dos melhores técnicos defensivos que a NBA já viu.

O Sixers encantou a NBA e chegou aos playoffs cercado de expectativas. No primeiro round, a equipe derrotou o Indiana Pacers, que havia sido finalista da NBA na temporada anterior. Na época, as séries de primeiro round duravam apenas 5 jogos, e o Sixers venceu a equipe de Reggie Miller pelo placar de 3 a 1. Na fase seguinte, uma difícil série de 7 jogos contra o Toronto Raptors de Vince Carter, que assim como Iverson, era uma estrela entrando em seu auge. Na final da conferência, uma série duríssima contra o Milwaukee Bucks. O elenco do Bucks tinha Ray Allen, Michael Redd, Sam Cassell, Glenn Robinson e Tim Thomas como principais nomes, e o comandante era George Karl, um técnico muito eficiente em confrontos de mata-mata por sua habilidade de inspirar jogadores e perturbar a mente dos adversários.

Eu não quero ser um Michael Jordan, não quero ser um Magic e não quero ser um Bird. Quando minha carreira terminar, quero olhar no espelho e pensar que fiz tudo do meu jeito. Allen Iverson

O Sixers superou o Bucks em 7 jogos. Iverson, Mutombo e McKie estavam jogando nos playoffs o melhor basquete da temporada, todos acima de suas médias. A empolgação não podia ser maior quando a equipe encontrou o L.A Lakers na Final para o Jogo 1, em Los Angeles, naquele que foi o ponto alto da temporada do Sixers.

O Lakers chegou até a Final sem perder um único jogo nos playoffs. Eram 12 vitórias e 0 derrotas, com varridas sobre Portland Trail Blazers, Sacramento Kings e San Antonio Spurs. O time de Shaquille O’neal, Kobe Bryant, Robert Horry, Derek Fisher, Rick Fox e Phil Jackson estava no seu auge, e tentava fazer o que ninguém tinha feito antes: ser campeão sem perder nenhum jogo nos playoffs.

Só que no meio do caminho, tinha o Sixers.

Iverson dominou o jogo 1, anotando 48 pontos e roubando 5 bolas na casa do rival. Ele humilhou Tyronn Lue, hoje técnico do Cleveland Cavaliers, que era seu marcador, chegando a andar por cima dele após derrubá-lo com uma finta. Mutombo coletou 16 rebotes e distribuiu 5 tocos, e o 76ers venceu a partida em pleno Staples Center por 107 a 101.

Depois, o Sixers não conseguiu segurar a onda. O Lakers se recuperou e mostrou porque foi uma das equipes mais dominantes da história da NBA, vencendo a série por 4 jogos a 1. O retrospecto de 16 vitórias e 1 derrotas é, até hoje, um recorde para os playoffs. Mas mesmo assim, o 76ers de Allen Iverson e companhia limitada conseguiu deixar sua marca diante de um time tão histórico. Impressionante, não é?

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