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Retrospectiva 2019: o que rolou na NBA nesse ano que você não pode esquecer

Guilherme Borges
Guilherme Borges

É, o ano de 2019 está chegando ao fim e, em todos os lugares, vemos as pessoas tomadas por nostalgia - ou repulsa – em relação ao que passou. Todo começo de ano vem sempre recheado de planos, sonhos e esperanças. Com os torcedores e times da NBA é assim também. Contudo, antes de olhar para o ano que está na esquina, que tal olharmos para o ano que passou e lembrarmos dos acontecimentos mais marcantes? Vem com a gente!

LeBron James fora dos Playoffs

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A temporada 2018-2019 marcou o primeiro ano do astro, LeBron James, em Los Angeles. Nesse primeiro ano, muitas incertezas rondavam o time. Será que a montagem do elenco está correta? Será que os garotos (Brandon Ingram, Lonzo Ball, Kyle Kuzma e Josh Hart) vão evoluir e ajudar James? Até onde LeBron consegue levar esse time? Mesmo com todas as dúvidas, nem o mais pessimista dos torcedores do Los Angeles Lakers imaginou que o desenrolar desse ano seria do jeito que foi.

Até o final de 2018, tudo parecia “bem”. Apesar dos trancos e barrancos, o time Angelino brigava pelo topo da conferência Oeste com um recorde de 20-15 e a quarta colocação da conferência quando, na rodada de natal, o reino do “King” começou a ruir. No dia 25 de dezembro o Lakers destruiu o Golden State Warriors em uma vitória de 127 x 101. Vitória com gosto amargo. O motivo? LeBron James jogou apenas 21 minutos por conta de uma lesão na virilha. Na sequência, o então melhor jogador da NBA perdeu 17 jogos nos quais o Lakers teve um recorde de 6-11 e amargou a nona posição da conferência Oeste.

Daí para frente, foi só decepção. Lonzo Ball e Brandon Ingram também se machucaram; o Lakers não conseguiu encontrar seu ritmo; os rumores de troca envolvendo Anthony Davis destruíram o vestiário; e a volta do “King” não foi como esperada. James não tinha mais a mesma explosão, não tinha a mesma dinâmica e os mesmos reflexos. Resultado: em 2019, o Lakers terminou a temporada com um recorde de 37 vitórias e 45 derrotas, ocupando a décima posição.

LeBron não ficava de fora dos Playoffs desde 2004, ano em que Allen Iverson foi o cestinha da Liga, Shaq & Kobe implodiram e Luke Walton, treinador de James, fazia apenas sua segunda temporada na NBA. Aliás, nos 8 anos anteriores à 2019, a estrela tinha chegado às finais, saindo vitorioso três vezes. Olhando o Lakers agora, isso parece distante, contudo, não é. 2019 pode ter terminado bem para o Roxo e Dourado, mas nostalgia não é algo que os torcedores vão sentir.

O fim da Dinastia Warriors(?)

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Aos novos torcedores da NBA, aqui vai uma verdade imutável que a história demonstra: dinastias duram menos do que elas parecem que irão durar. Sempre foi assim. O Lakers de Shaq & Kobe parecia que ganharia muitos campeonatos; Ninguém esperava que Michael Jordan fosse sair do Bulls de pois de três troféus seguidos; e, por fim, ninguém imaginava que o Golden State Warriors fosse acabar dessa maneira.

Um breve retrospecto: da temporada 2012-2013 até a temporada passada, 2018-2019, o Warriors marcou presença nos Playoffs. Nesse tempo, em 2014 o time fez a sua primeira aparição nas finais com o núcleo Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green e, de lá para cá, não parou mais. Foram 5 finais seguidas, das quais 3, o GSW levou a melhor. Mas as estatísticas puras e simples não retratam o que aconteceu, com a grandeza necessária, esses últimos cinco anos. Quem acompanhou de perto viu a história acontecendo: a formação de um dos melhores times de todos os tempos; a linha de 3 parecendo “curta” demais diante da potência e habilidade de Curry e Klay; viu um elenco que já era incrível adicionar uma estrela que pode vir a ser uma das maiores de todos os tempos, Kevin Durant e muitos outros feitos.

Em 2019, apesar de toda polêmica envolvendo uma potencial saída de Kevin Durant do time, tudo parecia caminhar para o inevitável final onde o GSW mais uma vez estaria erguendo a taça. Não foi o que aconteceu. Kawhi Leonard, o robô da NBA, apareceu no caminho dos astros. Mas não só ele. As lesões também. Klay Thompson rompeu o ligamento do joelho. Durant rompeu o tendão de Aquiles. Kawhi ligou o modo “exterminador de panelas”. 4-2 para o Toronto Raptors nas finais. Durant saindo do time. Curry quebrando a mão. Warriors 5 vitórias e 22 derrotas no início da temporada 2019. Fim da dinastia. Fim extremamente melancólico para um time que esteve no topo dos últimos anos. Fim. Será?

Apesar da evidente má fase, o Warriors ainda tem no elenco uma boa peça de troca em D’Angelo Russell, e o seu incrível trio, Curry, Thompson e Green, que marcou história. 2019 com certeza marca uma queda nessa história. Mas será que marca o fim dela? Vamos ver o que a temporada 2019-2020 tem guardara para os “Splash Brothers”.

O Primeiro campeão da NBA de fora dos Estados Unidos

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Uma história conexa à contada no último capítulo é o campeonato do Toronto Raptors. Aqui, não há muito o que falar. O time se arriscou e, depois de amargar inúmeras derrotas seguidas na conferência Leste, sempre esbarrando em LeBron James, Masai Ujiri, presidente da equipe, apostou alto e levou a bolada. Ujiri reformulou o elenco: trocou o “intocável” DeMar DeRozan por Kawhi Leonard e Dany Green (sim, o San Antonio Spurs fez isso); trouxe Marc Gasol e; recheou o elenco com caras como Paskal Siakam e Fred VanVleet. Depois de todas as mudanças, o resultado chegou: o campeonato.

Tudo bem, façamos justiça. Se todo o time do Golden State Warriors estivesse saudável, o Raptors teria ganhado o campeonato? Não sei. Talvez não. Mas, a história está aí para ser contada. Não é possível excluir da equação as incríveis performances de Kawhi Leonard, que depois de ter ficado fora por lesão e se envolvido nas polêmicas com o San Antonio Spurs, se reinventou e voltou a mostrar que pode ser (se já não é), o melhor jogador da liga. Méritos do Raptors como um todo. No fim, a história é: Um time do Canadá levou a liga de basquete Norte Americana. Ah, e o Drake também ganhou um anel. Primeiro rapper da história a ganhar um anel de campeão da NBA.

Giannis, “the Greek Freak” Antetokounmpo, o quinto jogador não norte americano a ganhar o prêmio de MVP

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Aqui, é verdade, temos uma polêmica. Muitos defendem que James Harden deveria ter ganhado esse prêmio de “melhor jogador da liga”. Polêmicas a parte, o que Giannis fez, é histórico. O astro, que entrou na liga ainda muito franzino e com pouca projeção, ascendeu de maneira meteórica. Vindo de uma família pobre da Grécia, e quase largando o basquete por não ter dinheiro para ajudar os seus pais a chegarem nos Estados Unidos, Giannis se tornou o 5º jogador não norte americano a virar MVP. Na lista, estão com ele: Hakeem Olajuwon (Nigéria), Tim Duncan (US Virgin Islands – apesar de esse ser, praticamente, americano), Steve Nash (Canadá) e Dirk Nowitzki (Alemanha).

Além disso, é incrível pensar que esse monstro está apenas no seu sexto ano de liga e possui apenas 25 anos de idade. O teto para ele? Ninguém sabe. Mas imaginar um top 10 na história não é absurdo.

Faixa Bônus: Não poderia sair desse capítulo sem um bônus. Esse ano, Giannis alcançou outro grande feito. O astro se tornou o primeiro jogador não norte americano a assinar um contrato de tênis de basquete com a Nike. Apenas 25 jogadores ao redor de todo o mundo, nos diferentes esportes, possuem uma linha de tênis com a marca. Um grande passo para quem um dia teve que dividir o único tênis de basquete com seu irmão. Sua história é inspiradora, de fato.

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2019 – O fim dos supertimes, a volta das duplas

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Por último, mas não menos importante, o fim de 2019 marca também o fim dos supertimes da NBA e o retorno das duplas. Os supertimes, ou supertrios, que começaram com a mudança de LeBron James para o Miami Heat com Chris Bosh e Dwayne Wade, agora, estão extintos.

A liga volta a ser bem mais equilibrada e divertida: LeBron James conseguiu a companhia de Anthony Davis e se sente renovado para um “último” gás; James Harden reencontrou o seu velho amigo de Oklahoma, Russel Westbrook; Kawhi Leonard abandonou a sina de “lobo solitário” e foi se encontrar com Paul George na outra franquia de Los Angeles; Kevin Durant e Kyrie Irving se juntaram em Nova York, como esperado por todos, mas surpreenderam o mundo ao escolher o Brooklyn Nets e não o New York Knicks; Kemba Walker foi se juntar aos meninos do Boston Celtics – Jason Tatum e Jaylen Brown – e ao técnico Brad Stevens; LaMarcus Aldridge e DeMar DeRozan fazem o Spurs ter esperança; o garoto sensação, Luka Doncic recebeu a ajuda de Kristaps Porzingis; Giannis continua a estrela maior de Milwaukee, mas continua valendo por dois; Jimmy Butler escolheu o jovem e promissor Miami Heat; o Philadelphia 76ers continua tentando encaixar o seu elenco recheado de estrelas e Minnessota Timberwolves viu Karl Anthony-Towns se tornar um dos jogadores mais impressionantes da liga.

Ufa! É isso. Sentiram falta de alguma coisa? Acredito que falamos sobre tudo. Enfim, 2019 dá adeus em grande estilo. Com uma liga recheada de estrelas e de competição. Alguns torcedores terão saudade. Outros torcedores agradecem o fim e esperam ansiosamente o novo começo em 2020. De um lado ou de outro, é impossível não admitir: a NBA dos próximos anos será incrível.

Aos nossos leitores: um feliz 2020! Esperamos ver vocês todos aqui também ano que vem, nos ajudando a levar para frente o Basketball Lifestyle.

Abraços, equipe Hoop78.

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