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Ray Allen e sua jornada em ensinar sobre o Holocausto

Renato Campos
Renato Campos
02 de Maio

Depois que a lenda das cestas dos 3-pontos Ray Allen se aposentou em Novembro de 2016, o bi-campeão da NBA retomou um projeto que havia começado anos atrás: estudar, levantar fundos e conectar pessoas para cada vez mais divulgar a história do Holocausto.

Tudo começou em 1993 quando Allen estudava na Universidade de Connecticut. O jovem estudante desenvolveu uma curiosidade sobre uma das maiores tragédias proporcionadas pelo homem em toda a nossa história. Ele começou a frequentar o Museu Americano em Memória ao Holocausto em Washington e a partir de então, se viu carregado de paixão para dissiminar aquela informação. Hoje, ele educa os mais próximos e a qualquer pessoa que queira aprender sobre o Holocausto se dedicando pela causa.

Aos 41 anos, Allen hoje faz parte da diretoria do mesmo museu que o fez mudar o rumo de seus estudos. Oficialmente membro na última terça feira, quatro meses após ter sido nomeado pelo Presidente Barack Obama, Allen levantou sua mão direita e fez o juramento em uma cerimônia frente à todo conselho local. Tudo justamente no dia em que se relembra as vítimas da tragédia nos Estados Unidos.

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Estou orgulhoso em fazer parte deste conselho e a continuar a compartilhar esta importante mensagem de que sempre precisamos lembrar do que aconteceu no Holocausto. Quero inspirar pessoas a quebrar esteriótipos e tratar uns aos outos - independente de raça, religião ou qualquer outra coisa - como uma só família.

Allen quer mostrar que qualquer tipo de relevância cultural deve ser compartilhada através de grupos e discussões não devem ser nunca limitadas. Ele visitou o museu por muitas vezes, e cada uma delas trazendo um novo amigo ou um companheiro de time por onde jogou.

O museu é um memorial vivo sobre o Holocausto. De acordo com o seu site oficial, ele inspira cidadãos e lideres de todo o mundo a enfrentar o ódio, prevenir o genocídio e promover a dignidade humana.

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Além do trabalho no museu, Allen fundou a Fundação Ray da Esperança em 1996. A organização, sem fins lucrativos, tem como missão assistir com base no esporte comunidades com programas de oportunidades onde os jovens podem explorar todo seu potencial.

Na última semana, Allen conversou com o editor geral Kelley Evans do site The Undefeated sobre sua jornada.

Como o interesse sobre o Holocausto despertou em você?

Tudo começou em 93 quanto estava na faculdade. Sabia sobre o Holocausto, mas não entendia como tudo tinha acontecido. Tudo acabou sendo um choque pra mim porque via que ninguém havia feito nada sobre isto.

Como as visitas ao museu acabaram sendo uma fonte de inspiração?

Você se depara com os nomes das pessoas que lá estavam. Aqueles que sobreviveram a situações muito extremas. O que eu teria feito se fosse um deles? Você acaba conhecendo histórias de pessoas que lutaram muito e foram persistentes o bastante para estarem vivos hoje. Essas pessoas não tinham o que comer e ter uma vida decente e isso acaba nos ensinando a viver mais e não reclamar de sua vida o tempo inteiro.

Como se sente sendo responsável por contar essa história?

Eu acredito que tudo que tenha o objetivo do bem, vale uma conversa. Temos que ter cuidado de que forma essa mensagem é transmitida. Eu quero que as pessoas possam ser captadas por qualquer mensagem que eu consiga passar a elas e dizer, "Quer saber, eu quero ver isto com meus próprios olhos."

O que você espera do futuro de sua jornada?

Em duas semanas irei visitar a Polônia, lá irei a Auschwitz. Primeiramente vou visitar o local onde foram os campos de concentração. Quero andar por lá e tentar imaginar ao máximo o que essas pessoas sentiram. Quero me inspirar ainda mais para continuar compartilhando essa mensagem.

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