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Devin Booker: Perguntas e Respostas

22 de Fevereiro

Devin Booker já tinha mostrado que era um jogador com grande potencial em sua temporada de novato no ano passado. Neste ano, Booker elevou seu jogo e tudo indica que terá um futuro brilhante.

Que tal conhecer um pouco mais desta jovem estrela do Phoenix Suns? Como está sendo seu segundo ano no seu ponto de vista? Confira!

P: Você já passou por um campeonato inteiro na NBA. Como está sendo esta segunda vez?

R: Estou mais tranquilo agora, sabendo o que esperar. Ano passado eu tive a chance de jogar. Muitos novatos não tem essa chance. Fui colocado no fogo e jogando muitos minutos como o jogador mais jovem da Liga. Ao invés de só assistir, adquiri a experiência na prática.

Dizem que experiência é o melhor professor e realmente é. Conheço os jogadores que defendo, como eles me defendem. Tem uma diferença grande entre este ano e o ano passado, mas estou tentando conseguir vitórias. É isso que importa. Sei que temos um time jovem, mas temos bons veteranos. Estamos apenas tentando conseguir vitórias e competir no Oeste.

P: Tem alguma coisa que você aprendeu na temporada passada que você olha este ano, ou algum ajuste que você tenha feito como um resultado de algo do ano passado?

R: Tudo. Todos os aspectos do jogo. Não posso dizer que atingi o máximo em alguma parte do meu jogo. Certamente, estou marcando melhor. É duro, às vezes. Nesta liga tem dureza todo jogo, entendo isso. Estou partindo para o jogo com uma mentalidade defensiva.

P: Na faculdade em Kentucky, você perdeu um jogo. Como é agora, quando você perde mais do que ganha?

R: É difícil. Todos na NBA, em algum momento da vida, foram vencedores, o melhor jogador no seu time e vencendo campeonatos estaduais. É duro, mas é a nata do negócio, os melhores jogadores do mundo. Então, você tem que prever isso. O que eu gosto nesta situação é que tem sempre um desafio. Acho que será melhor no futuro eu estar passando por isso agora. Terei a chance de vencer e isso terá um gosto muito melhor.

P: Como tem sido ver Eric Bledsoe “voando”?

R: Inacreditável. Desde o primeiro treinamento o ano passado, percebi o quão especial ele é. Nunca entendi porque ele não tem um reconhecimento. Sei que isso vem com vitórias. Se Eric estivesse fazendo a mesma coisa que está agora e estivéssemos vencendo, ele provavelmente seria um All-Star. Ele faz coisas incríveis na quadra. Torna o jogo muito mais fácil. Ele é um jogador especial.

P: A contusão dele ano passado abriu as portas para você jogar mais. Como é agora jogar com ele? Desenvolver um entrosamento foi fácil?

R: No começo não foi. Mas estamos melhores agora. Isso é algo que é esperado. Isso vem com o tempo. Não penso que alguma dupla de armação é formada e logo em seguida já são especiais juntos. É algo que estamos construindo. Entendendo o que ele gosta, ele entendendo o que eu gosto. Estamos trabalhando muito neste sentido. A cada jogo estamos ficando melhores, e especialmente neste ponto do campeonato, estamos muito melhores.

P: Você acha que a experiência de jogar mais como um armador, como um criador quando ele estava de fora, te ajudou neste campeonato à jogar ao lado dele?

R: Sim, acho que me ajudou muito. É assim que eu joguei a maior parte da minha carreira, do colegial adiante. Quando eu estava em Kentucky, as pessoas notaram que eu poderia arremessar melhor que o esperado. Sempre fui mais um criador do meu próprio arremesso, mas todos nós nos sacrificamos. As pessoas não sabiam que Karl Towns (pivô do Minnesota e também de Kentucky) poderia arremessar como o faz ou driblar e passar como consegue. Tem muito do nosso jogo que acabamos não mostrando na faculdade. Mas que hora melhor para mostrar do que agora?

P: Como foi ter a recepção que você teve no ano passado? Drake aparecendo com seu uniforme. LeBron James dizendo para ficarem de olho em você. Como foi isso, com os seus 19 anos, naquele momento?

R: Foi inacreditável. É algo pelo que trabalhei minha vida toda, e finalmente poder ter o reconhecimento disso. Me fez sentir bem, como ter a chance de falar com o Kobe. Coisas neste sentido. Ter a chance de conversar com LeBron. Pessoas que eu idolatrei enquanto crescia, e agora receber o respeito deles. Quero estar nesta Liga por um bom tempo, quero seguir os passos deles. Meio que posso dizer que estou no caminho certo. Obviamente, tenho um longo caminho pela frente, mas é isso que me motiva.

P: Tem algo que você aprendeu com eles, ou que eles tentaram te ensinar?

R: Tive a chance de conversar com Kobe por um minuto. Sou mais de aprender observando. Eu assisto as pessoas. Você ouve histórias sobre o Kobe pela NBA, sobre LeBron, a mentalidade que eles têm dentro de quadra e os treinos a mais que realizam. Se quero ser um dos grandes, você tem que seguir estes passos. Todo jogador grandioso que escuto tem histórias malucas sobre conduta de trabalho, coisas que fazem nos treinos, na academia. Tento me manter focado e saber o objetivo que possuo.

P: Você teve dois quartos onde pegou fogo, 27 e 28 pontos (este último no México, no quarto período). Quando está desta forma, dá a impressão de que todos os arremessos vão cair?

R: Não percebo quando estou assim, porque você está muito concentrado. Se você jogar basquete por tempo bastante, já pegou fogo antes. Alguns entram nesta zona onde sentem que podem tomar conta. Às vezes eu fico assim. Todos por aqui já fizeram isso alguma vez no colegial ou algo assim. A minha vez acabou acontecendo na NBA.

P: É melhor marcar 27 pontos em 7 minutos ou ganhar a partida com um arremesso no último segundo?

R: No último segundo. Vou com a cesta no último segundo, com certeza.

P: Você já tem o seu boneco personalizado (bobblehead). Conquistou um espaço. Isso é meio que um certificado de conquista na NBA.

R: E está muito legal também. Vi alguns que não pareciam muito com o jogador. Mas este definitivamente parece comigo. Fiquei surpreso. O Phoenix Suns fez um bom trabalho nele.

P: Vocês tem uma mistura de veteranos e jovens. Que tipo de impacto alguns destes caras tiveram em você?

R: Tem sido bom cara. Temos realmente bons veteranos neste time. Jared (Dudley), Tyson (Chandler), P.J. Tucker. Temos de volta o Ronnie Price. Estes caras tem me ajudado a cada dia. Dando conselhos, pregando humildade. Às vezes eles me dão broncas também. Mas eles me dizem que esperam o melhor de mim, por isso me cobram. Dou crédito à eles por tudo que fiz na NBA até agora. São meus irmãos pra vida. E sou o veterano da galera mais nova agora, Marquese (Chriss), Tyler (Ulis) e Alan (Williams) e Dragan (Bender).

P: Mesmo você sendo mais jovem ou tão jovem quanto eles...

R: Exatamente. Somos da mesma idade, mas eu tenho um ano de experiência. Sabemos que, provavelmente, seremos o futuro. Estamos construindo isso agora. Temos bons veteranos à nossa volta que irão nos ajudar. Agora temos que levar isso adiante.

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