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Draft NBA 2026: a surpresa no nº 2 e quem sobe na loteria

16 de Junho de 2026

A temporada de Draft começou. Com as Finais de 2026 encerradas e o primeiro round a uma semana de distância, os mocks dos principais analistas já estão quase fechados. Eles concordam no topo: AJ Dybantsa, de BYU, é unanimidade como primeira escolha. Mas a partir do nº 2, cada um conta uma história diferente.

Resumo rápido
  • AJ Dybantsa (BYU) é unanimidade como nº 1 do Draft 2026.
  • Kevin O'Connor surpreende e crava Cameron Boozer no nº 2, ao Jazz.
  • Mikel Brown Jr. sobe: chega a ser projetado em 5º por O'Connor.
  • Yaxel Lendeborg escorrega e pode cair até o 20º, por idade e dúvidas.

Consenso no topo, divergência no nº 2

No topo não há discussão: Dybantsa é o nº 1 em todos os mocks (ESPN, The Athletic, Bleacher Report e Yahoo). A divergência aparece na segunda escolha. Enquanto a maioria mantém Darryn Peterson, de Kansas, Kevin O'Connor, do Yahoo Sports, cravou Cameron Boozer, de Duke, para o Utah Jazz.

O próprio O'Connor fez a ressalva: foi "um palpite baseado na história", e "sem nenhuma informação de bastidor". Para ele, há dúvidas demais em Peterson, enquanto Boozer seria "um dos maiores calouros universitários da história recente".

A escolha criaria um garrafão gigante no Jazz, que já tem Jaren Jackson Jr. e Lauri Markkanen e ainda segura uma vaga para o restricted free agent Walker Kessler. Ainda assim, O'Connor avalia que a versatilidade e o refino de Boozer poderiam fazer esse time graúdo funcionar.

Mikel Brown Jr. em alta

O grupo de armadores entre a 5ª e a 10ª escolha embola a leitura, mas Mikel Brown Jr., de Louisville, parece em alta. Jeremy Woo, da ESPN, o colocou em 7º, diz que ele "chega firme à próxima semana" após um "processo de pré-draft positivo" e o vê "no páreo" para as escolhas 5 e 6. O'Connor foi além: 5º, porque "ele está dominando os treinos".

Nem todos concordam. Sam Vecenie, da The Athletic, tem Brown caindo até o Bucks, no 10, atrás de Keaton Wagler (Illinois), Darius Acuff Jr. (Arkansas), Kingston Flemings (Houston) e Brayden Burries (Arizona). A única temporada de Brown na faculdade não foi eficiente e foi afetada por lesão, mas teve lances de cair o queixo. É talvez o maior boom-or-bust da faixa, e upside costuma pesar na hora da escolha.

Lendeborg divide os olheiros

First-team All-American e campeão nacional, Yaxel Lendeborg fez o que pôde para se vender. Os olheiros, porém, parecem não comprar de todo, e ele pode estar escorregando. Jonathan Wasserman, do Bleacher Report, o projetou em 14º, citando "rumores de que ele não terminou treinos por condicionamento ou pela lesão na perna sofrida na temporada".

O'Connor previu queda maior, até o 20º: "Ele terá 24 anos como novato, e os times ainda têm preocupações com a maturidade dele." Vecenie o colocou mais alto, em 11º, mas avisou que "o draft stock de Lendeborg é um dos mais difíceis de decifrar". A idade, sozinha, já levanta dúvidas sobre evolução, e numa loteria que valoriza upside, isso pode ser decisivo.

Uma semana para o caos

A uma semana do grande dia, a única certeza é Dybantsa no topo. Do nº 2 em diante, cada mock conta uma versão, e é justamente aí que a classe de 2026 promete mexer com o cenário da liga.

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