Jonathan Kuminga segue sem time e agora tem três pretendentes, mas nenhum consegue entregar o que ele pede. O Timberwolves entrou na disputa com apenas US$ 6,06 milhões disponíveis, o Lakers já ouviu não a uma proposta de dois anos, e o Cavaliers esbarra numa regra que o próprio jogador recusa.
- O Timberwolves só tem a mid-level de contribuinte, de US$ 6,06 milhões.
- O Lakers ofereceu dois anos e US$ 20 milhões, e Kuminga recusou.
- Ele mira algo perto de US$ 20 milhões por temporada.
- Vinha de um contrato de dois anos e US$ 46 milhões no Warriors.
- Sign-and-trade exige três anos, prazo que ele se recusa a aceitar.
O Timberwolves chegou com a menor verba da fila
Minnesota entrou na conversa oferecendo encaixe de elenco, e é o único argumento que tem. Financeiramente, o time só dispõe da mid-level de contribuinte, de US$ 6,06 milhões, valor muito abaixo do que os concorrentes conseguem montar e mais longe ainda do que o jogador pede.
O Lakers ofereceu mais e mesmo assim ouviu não
A proposta de Los Angeles foi de dois anos e US$ 20 milhões, mais dinheiro e mais tempo do que Minnesota consegue oferecer. Ainda assim, Kuminga recusou. A conta explica a recusa: US$ 10 milhões por temporada é menos da metade do que ele considera justo.
O Cavaliers esbarra na regra dos três anos
Cleveland persegue o caminho do sign-and-trade, que é a única via para pagar um salário alto sem espaço salarial. O problema é técnico: a regra da liga obriga qualquer sign-and-trade a ter no mínimo três temporadas de contrato, e Kuminga não aceita se comprometer por três anos.
É um beco sem saída. Se ele aceita menos dinheiro, quer prazo curto para voltar ao mercado logo. Se aceita prazo longo, quer o valor cheio. O Cavaliers não consegue entregar as duas coisas.
Por que ele está sendo tão duro
O contexto está no contracheque anterior. Kuminga assinou com o Warriors um contrato de dois anos e US$ 46 milhões no fim da temporada passada, algo em torno de US$ 23 milhões por ano. Aceitar os US$ 10 milhões anuais do Lakers significaria cortar o próprio salário pela metade, aos 23 anos, num momento em que ele ainda se enxerga em ascensão.
Não é a primeira vez que ele segura a caneta. O ala já se recusou outras vezes a fechar compromisso longo por um valor que considerava abaixo do que vale, e é esse histórico que faz o mercado esperar sem pressa.
O que destrava
Alguém precisa ceder, e as opções são poucas: o jogador aceita o prazo de três anos que viabiliza o sign-and-trade, algum time abre espaço salarial de verdade, ou ele passa a temporada em condições bem piores do que imaginava. Enquanto isso, ele segue com os direitos no Hawks, num verão que já mostrou que ninguém na free agency tem pressa.
ClutchPoints



